Contra os castelões falar, falar
Só faltava ao bushoblairismo do governo português a agitação do nacionalismo. Blair jogou com a francofonia primária dos ingleses; Berlusconi, ainda a guerra não tinha começado, já empenhava alguma da sua subtileza em insultar os tedesci; Durão, el hombre, tenta agora conjurar uma hispanofobia que espero não passar de uma doença marialva. Mas no caso do nosso primeiro-ministro não é um mero cálculo - é também um irreprimível despeito pelo resultado das eleições espanholas e pela partida do tio Aznar. O PPD/PSD/CDS/PP contava não só com a adesão castelhana à guerra para escorar a injustificável imitação portuguesa, mas sobretudo com o poderio económico vizinho para transfundir uns investimentozitos e umas décimas de PIB para cá. Assim, só resta a Durão Barroso falar grosso, sem sequer pensar que os tomates também vêm de Espanha.
Ralo

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