Patologia colectiva
Ao lado do repúdio por um Estado institucionalmente racista e que joga, com o árbitro comprado, uma espécie de prolongamento do colonialismo, convive em mim a admiração pela eficiência oficial israelita, do génio diplomático, que permitiu ao país beneficiar sempre do melhor apoio estratégico, à eficácia militar e securitária, objecto de inveja e imitação de todo o mundo. Ao assassinar, com o brinquedo bélico oferecido pelo protector americano, um velho tetraplégico e semi-cego que saía de uma mesquita para regressar à prisão domiciliária, depois de já ter frequentado uma prisão judaica, Israel confirma-me o primeiro sentimento e faz-me ter vergonha pelo segundo. Definitivamente, ou o país todo vai ao psiquiatra para curar o pavor mesquinho da revanche demográfica árabe e substitui os complexos bíblicos pelos princípios cosmopolitas das nações civilizadas, ou bem pode juntar o choradinho pelos atentados suicidas à indústria do holocausto, que não tarda ninguém se comove.
Ralo

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