Ralo:
Sobre o Marcelo, quero dizer que não o quis criticar tanto a ele, como à vacuidade evidente da sua “cultura” (uma vacuidade infelizmente muito vulgar nos académicos portugueses). Até acho que, reduzido à sua verdadeira dimensão, a de comentarista da pequena política, é competente no que faz. E de momento desempenha uma função importantíssima: é, por estranho que pareça, a única oposição viva ao governo (pelo menos, a parte do governo), a única pessoa no país de quem os ministros têm medo. Quanto ao Pacheco, concordo contigo (mas cuidado com o complexo de superioridade intelectual da esquerda): o homem tem defeitos; é demasiado truculento, às vezes é sectário e está muito à nossa direita. Mas também é culto, brilhante e frontal, tudo coisas raras em Portugal. E eu, pelo menos, suspiro por alguém com a qualidade dele no centro-esquerda.
A.

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