A queda
Eu tinha o Aviz numa conta razoável - enfadonho, demasiado susceptível, mas extremamente cordato. Ensaiar, insónia após insónia, poesia sobre o aroma do café, do tabaco e da cerveja diga-se que é demais e que até eu, confesso imodestamente, tenho lucubrações bem mais interessantes. Seja como for, para isso há solução fácil. Não tanto para a susceptibilidade de quem se diz anti-sharonista e depois não resiste a considerar o povo palestiniano como o inimigo, com quem se recusa a dormir. Mas também aqui há redenção possível, nem que seja na fidelidade conjugal. Agora o resto, o que me levava a visitá-lo, para além do raro, mas inquinado, conhecimento da história do sionismo, foi-se. Evanesceu - quem diria - mais depressa que os aromas e deu lugar a um Aviz reduzido (com ajuda, é certo) à deficiência mais mesquinha do carácter humano - não saber ganhar. O seu post, por muito elaborado e criativo, não é mais que um "toma, toma!".

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