Ó que querido
Tudo bem, proiba-se que a mão lhes chegue ao pêlo. Eu também não encontro, no meu cadastro infantil, qualquer conduta que tenha merecido o respectivo tabefe. Pelo contrário, os que sofri amiúde ainda me revoltam e hão-de me ajudar a justificar em tribunal um qualquer homicídio desvairado. Por exemplo de um fedelho que desata aos berros num restaurante, ou de outro com tendência precoce para agredir o próximo, ou de outro ainda que gosta de seviciar animais. Ou então, em qualquer dos casos, dos pais, que, perante todas estes abusos, continuam impávidos, no restaurante, na esplanada, no centro comercial, no cinema, no meio da rua, como se não fosse nada com eles.
Tudo bem, acabe-se com qualquer expediente físico de disciplina, não se distinga entre a palmada pedagógica e os espancamentos à portuguesa, regados com vinho tinto. Insista-se na ideia de que as criancinhas não mentem, não incomodam e não fazem mal a ninguém, ignorem a origem etária da perversão. Mas, em troca, permitam a acção directa sobre os pais incompetentes e instituam a tortura mandatória para estas beatas progressistas (quando soube que era magistrada, depois de a ver num debate sobre o processo Casa Pia... Meu Deus).
Ralo

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