O 4º desportivo
Vamos lá esclarecer uma coisa:
A Espanha tem, neste momento, uma profusão parva de talentos. Portugal tem um pecúlio ridículo. Entre a geração, terminal, do Figo, Rui Costa e Pauleta e as esperancinhas, que não podiam ter jogado hoje, há um hiato confrangedor disfarçado pelo Ricardo, ameaçado pelo lobby canalha do Baía, pelo Deco, que está sem forma ou sem motivação, e pelo Simão, que insiste em lesionar-se antes dos estágios da selecção. O resto é palha, são as posições plebeias - os trincos e os laterais - que em Portugal só encontram candidatos sofríveis ou horríveis. Perante isto, perante a indigência do banco, perante a dependência absoluta das ditas vedetas, que queriam? Que o Scolari inventasse suplentes? Quem podia substituir o Pauleta? Quem mais, para além do anafado e sempre bruto Sérgio Conceição e do mediano Boa-Morte, havia para as alas? Que fazer ao meio-campo depois de se perceber que nem o Deco atinava? Queriam mais centrais do Porto para substituir os ex-centrais do Porto? Ou queriam que D. Afonso Henriques brotasse do relvado, exortado pela claque infame do clube local, e desatasse a decepar castelhanos? Ó meus amigos, já levámos 3-1 de Marrocos num Mundial e nem aí.

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