Humor português
Toda a gente com idade para isso se lembra de que nos anos 80 houve Herman José e Miguel Esteves Cardoso. Alguns recordarão também as páginas humorísticas do Independente e da sua menos bem sucedida irmã, a extinta revista K, onde avultava Rui Zink. Nos anos 90, apareceram as Produções Fictícias, uma das melhores invenções portuguesas da década. Tudo o que se fez de bom desde então no campo do humor nacional teve a sua marca, com a importante excepção de Pedro Santana Lopes. Ou porque foi obra da casa (a Contra-Informação; a ressurreição temporária de Herman; Maria Ruef), ou porque veio de gente que passou por lá (Nuno Markl; o prometedor gang do Gato Fedorento). Isso é um motivo extra de curiosidade quanto à identidade do Pipi, o único génio autêntico da blogosfera, de quem alguns rumores já disseram que também vinha de lá. Se for verdade, confirmar-se-ão as tendências monopolizantes dos últimos anos e teremos razão para dizer, preocupados, que as Produções Fictícias são a Microsoft do humor português.
A.

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