Génios
Foi Eça de Queiroz quem se lembrou de chamar a Antero de Quental "o génio que era um santo". Sabe-se que não era santo nenhum, pelo menos nos seus tempos de Coimbra, quando foi preso por excessos cometidos enquanto praxista de caloiros (em Portugal, até os intelectuais progressistas têm um fundo marialva). Também não era génio, claro, apesar de ter sido uma personagem interessante. Aqueles portugueses que os outros portugueses acham génios raramente são mais do que gente apenas interessante (às vezes nem isso). Reconheço, porém, que quem nos vendeu a patranha do génio e do santo era o produto genuíno. Um génio à séria, como diria este outro, até à data o único génio português verdadeiro do século XXI.
A.

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