A derrota
Tinha por ela um amor gutural, infectado de ciúmes. Quando achava que ela chegava tarde do trabalho, desabava-lhe uma bofetada na fonte, como se fosse o acento tónico de puta a seguir a por onde andaste, sua.... O mesmo acontecia quando o Porto perdia, mas aí até podia chegar a horas. Um dia disseram-lhe que o presidente os tinha mandado a Guimarães, assobiar a selecção. Chegada a hora, pegou no cachecol dos Super Dragões, montou o boné azul na cabeça oleosa e disse-lhe que ia ao jogo, que se portasse. Três horas depois regressou a casa, onde ela o esperava, aterrorizada.
"Descansa que perdemos".

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