Não sei porque é que compro
Salva-se parte do José Cutileiro, aquela parte ainda genuinamente moderada e não infectada pela americanite; salva-se uma ou outra anedota social da "Gente", geralmente aquelas que mereciam o frontespício da secção principal; salva-se o "Emprego", na edição online; salva-se a caricatura; salva-se o "Quiosque" e mais nada. Tudo junto, perfaz, no máximo, duas páginas. O resto é lixo; as parangonas que são meros chamarizes, desmentidas no desenvolvimento pelo mais descarado servilismo, as opiniões internas, que fazem do Povo Livro um destacável do Avante, os artigos encomendados, o perfunctório absoluto nas reportagens, o recurso desavergonhado às traduções, a concorrência à Caras, o golf, os vinhos, os caminhos queques de Portugal. O resto são eucaliptos que morreram em vão.
Enfim, sabe-se definitivamente que um jornal não presta quando nem serve para ler na casa-de-banho. A partir de hoje é oficial, o Expresso não vale uma merda.

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