Finalmente
"A História não passa da história de uma espécie de seres vivos a procurar crescer e multiplicar-se. O único progresso genuíno que esta história registou desde sempre é o progresso das formas de adiar a morte, nada mais. As pessoas não são hoje mais felizes, mais cultas, mais interessantes do que eram há 10.000 anos. Vivem mais e têm menos doenças, é tudo". (Aqui).
1º - Têm mais doenças. O ritmo a que a modernidade - poluição, excesso demográfico, sedentarismo, etc - engendra ou liberta novas doenças é superior ao ritmo a que vai conseguindo erradicar algumas das antigas. Apesar do ar asséptico desta sociedade urbana do século XXI, contam-se pelos dedos os sucessos estrondosos da medicina, que não se devem confundir com os paliativos e com o prolongamento deprimente da vida para lá de todos os prazos naturais.
2º - Não, não é tudo. Essa consciência que esvazia a humanidade de sentidos filosóficos, religiosos, morais é precisamente a diferença essencial, o ápice da evolução do Homem, cuja macrocefalia - biologicamente inútil - guarda afinal, após milénios de erosão crítica, parte da solução para o sentido da vida: a vida assim não faz sentido. Agora escolham - ou nos suicidamos colectivamente, ou persistimos na ilusão antrópica até que a natureza nos extinga com o seu desprezo inanimado a golpes de asteróides ou raios gama.

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