Efeitos da Guerra II
Can't live with them, can't live without them. Assim explicam a ambiguidade com que a ONU tem gerido o gigantismo americano, num momento impensavelmente arrojada, desafiando a avidez anglo-saxónica pela guerra, logo a seguir frustrante, oferecendo-lhes, com contrapartidas indigentes, um argumento para a ocupação. Os anti-americanos, entre os quais me conto por mera definição, não compreendem, queriam murros na mesa, boicotes, expulsões, mas as Nações Unidas existem para além da diplomacia grandiloquente e do ludo internacional; são - a menos que a interditem à força - quem lava as feridas humanitárias que não fazem notícia, quem varre o chão depois das festas dos exércitos, quem admnistra os infernos que já não atiçam a chama das redacções, quem tantas vezes mantém países e regiões, se não o mundo, colados com cuspo. Enfim, estão, ainda que inevitavelmente inquinadas pela real politik de cada um deles, acima não só dos EUA, mas também da França, da Alemanha ou da Rússia. É por isso que não mereciam nem o desprezo chauvinista dos neo-convervadores americanos nem tão-pouco a estranha noção estratégica de um qualquer extremista cuja ideia de integridade é bater nas mulheres e nos cães.

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