Soube de fontes seguras que o autor do Valete Fratres, sob disfarce de uma "Organização", foi internar-se numa clínica especializada em Bruxelas para tratar a ingenuidade aguda que o ataca desde que começou a ter ideias. Aos acólitos e crédulos que não têm disponibilidade para seguir a terapêutica aqui vão uns comprimidos para, pelo menos, debelar os sintomas:
- A média diária de baixas civis na guerra do Iraque (aqui) aproxima-se dos 300, 1/3 da média da guerra do Vietname (aqui).
- Foi o próprio Paul Wolfowitz, arquitecto da política externa neo-conservadora, que se gabou de ter sido o petróleo a verdadeira razão para atacar o Iraque (aqui).
- Por outro lado, são os próprios americanos a questionar a transparência e candura do critério de atribuição de contratos para a reconstrução (aqui; aqui).
- O "imperialismo" americano traduz-se - tal como no Líbano, nas Honduras, na Nicarágua, no Panamá, no Chile, no Haiti, no Irão, no Afeganistão, na Somália, no Cambodja, na Guatemala, em Granada, etc - na afirmação, protecção ou presúria dos próprios interesses, seja a dádiva ou devolução do poder a forças com afinidade política, a penhora de fontes de riqueza ou a constituição de bases militares. As consequências, para além do sucesso maior ou menor desses objectivos, são, geralmente, a guerra-civil, a crise económica e social, a desestabilização da região, a gestação de extremismos, enfim a perpetuação dos conflitos e do atraso do respectivo país.
Seja como for, à luz resplandecente da verdade, quaisquer erros - que não estes - do tal partido anti-americano foram bem-intencionados ou, no mínimo, inócuos.

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