T-Zero

Ressurreição

segunda-feira, junho 30, 2003

Vou aproveitar a morte da Katharine Hepburn para falar do Stephen King. Não tenho nada que aderir aos lutos só porque me prestigiam culturalmente e suster o lamento quando desaparece alguma figura mais telúrica, só para que ninguém saiba que consumia às escondidas o seu produto. O rei não morreu, mas pelo que sei está quase cego, o que em princípio significa a morte da sua produção. Para quem lhe reconhece o magistério do terror (e geralmente é quem gosta do género), concordará que a eminente perda é funesta. Mas quem tem o conhecimento acrescentado das suas excursões ao convencional, arquivadas sobretudo em contos, está obrigado a atribuir-lhe um posto entre os melhores escritores da segunda metade do século passado.

Como curiosidade: são tão más as incansáveis adaptações ao cinema das obras do primeiro género como notáveis as duas, que eu conheço, do segundo.